AGRESP
Processo Sem Classe
Processo nº 1408682
ID do Registro
#69779d7e05b7d
201303317018
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MAURO CAMPBELL MARQUES
2014-05-26
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2014-05-20
Não categorizado
Ementa
DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. SERVIDOR PÚBLICO.
PENSÃO.
NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. AÇÃO COLETIVA.
EXECUÇÃO. PRESCRIÇÃO. SÚMULA Nº 150/STF. ARTIGO 94 DA LEI Nº
8.078/90. REVISÃO DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº
7/STJ.
1. Não há que se falar em negativa de prestação jurisdicional nos
embargos declaratórios opostos na origem, visto que tal somente se
configura quando, na apreciação de recurso, o Tribunal de origem
insiste em omitir pronunciamento sobre questão que deveria ser
decidida, e não foi.
2. O lapso prescricional da execução individual de sentença oriunda
de ação coletiva é quinquenal, por aplicação analógica do art. 21
da
Lei nº 4.717/65 (cf. AgRg nos EREsp 1315363/RS, Rel. Ministro
HERMAN
BENJAMIN, CORTE ESPECIAL, DJe 27/09/2013).
3. O acolhimento das proposições recursais, em detrimento da
conclusão do Tribunal de origem de que a publicidade exigida pelo
artigo 94 do CDC foi atendida, como insurgência que se funda na
verificação das provas produzidas nos autos e sua valoração,
demanda
inafastável incursão no universo fático-probatório, o que é vedado
a
este Superior Tribunal de Justiça, por não atuar como terceira
instância revisora ou tribunal de apelação reiterada, a teor do
verbete da Súmula nº 7/STJ: "A pretensão de simples reexame de
prova
não enseja recurso especial".
4. Agravo regimental não provido.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos esses autos em que são partes as
acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas
taquigráficas, o seguinte resultado de julgamento:
"A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental,
nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)."
A Sra. Ministra Assusete Magalhães, os Srs. Ministros Humberto
Martins, Herman Benjamin e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.