REsp
Recurso Especial
Processo nº 401007
ID do Registro
#69779d5aba782
200101487948
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MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA
2008-09-15
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2008-08-21
Não categorizado
Ementa
RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO E PROCESSO CIVIL. ALEGADA OFENSA AO
ART. 535 DO CPC. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA
284/STF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROTEÇÃO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO.
POLICIAL MILITAR DO ESTADO DE RONDÔNIA. RESERVA REMUNERADA. LESÃO
AO ERÁRIO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DECLARAÇÃO INCIDENTAL
DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO. CAUSA DE PEDIR.
CABIMENTO. ART. 7º DA LEI Nº 8.237/91. AUSÊNCIA DE
PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ.
1. Se o recorrente aduz ofensa ao artigo 535 do Código de Processo
Civil mas não evidencia qualquer omissão, contradição ou obscuridade
no acórdão recorrido, deixando de demonstrar no que consistiu a
alegada ofensa ao mencionado dispositivo, aplica-se, por analogia, o
disposto na Súmula 284 do Excelso Pretório.
2. Predomina nesta Corte Superior de Justiça a tese segundo a qual é
cabível o ajuizamento, pelo Ministério Público, de ação civil
pública por dano ao erário decorrente da concessão ou reconhecimento
indevidos de vantagens ou direitos a servidores públicos.
Precedentes.
3. É pacífica a jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça,
bem como do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que, se a
declaração incidental de inconstitucionalidade não constituiu o
pedido, mas sim a causa de pedir da ação civil pública, não há óbice
à via eleita. Precedentes.
4. A mera oposição de embargos declaratórios não é suficiente para
suprir o requisito do prequestionamento, sendo indispensável o
efetivo exame da questão pelo acórdão objurgado. Aplicação da Súmula
211/STJ.
5. Recurso especial improvido.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal
de Justiça: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso,
nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora." Os Srs. Ministros Og
Fernandes, Jane Silva (Desembargadora convocada do TJ/MG) e Paulo
Gallotti votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Nilson Naves.
Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Maria Thereza de Assis Moura.