AGRESP
Processo Sem Classe
Processo nº 1406949
ID do Registro
#69779d597efa0
201303288236
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BENEDITO GONÇALVES
2017-02-09
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2016-10-18
Não categorizado
Ementa
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ART. 10 DA LEI 8.429/92.
AUSÊNCIA DE EFETIVA OCORRÊNCIA DE DANO AO ERÁRIO. NÃO CARACTERIZAÇÃO
DO ATO IMPROBO. TRIBUNAL DE ORIGEM QUE CONSIGNA NÃO OCORRÊNCIA DE
DANO AO ERÁRIO. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 7/STJ.
1. A configuração dos atos de improbidade administrativa previstos
no art. 10 da Lei de Improbidade Administrativa (atos de Improbidade
Administrativa que causam prejuízo ao erário), à luz da atual
jurisprudência do STJ, exige a presença do efetivo dano ao erário
(critério objetivo) e, ao menos, culpa. Precedentes: REsp
1.206.741/SP, Relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma,
DJe 24/04/2015; EREsp 479.812/SP, Relator Ministro Teori Albino
Zvascki, Primeira Seção, DJe 27/09/2010; e AgRg no AREsp 21.662/SP,
Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, DJe
15/2/2012.
2. Além do mais, foi com base no conjunto fático e probatório
constante dos autos, que o Tribunal de Origem afastou a prática de
ato de improbidade administrativa previsto no art. 10, VIII, da lei
8.429/92, diante da inexistência de dano ao erário público. Assim, a
reversão do entendimento exarado no acórdão exige o reexame de
matéria fático-probatória, o que é vedado em sede de recurso
especial, nos termos da Súmula 7/STJ. Precedentes: AgRg no Ag
1.386.249/RJ, Relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma,
DJe 13/4/2012; AgRg no REsp 1433585 / SP, Rel. Min. Mauro Campbell
Marques, Segunda Turma, DJe 16/03/2015.
3. Agravo regimental não provido.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Primeira Turma do Superior
Tribunal de Justiça prosseguindo o julgamento, por maioria, vencidos
os Srs. Ministros Sérgio Kukina (voto-vista) e Regina Helena Costa,
negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto-vista do
Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Napoleão Nunes Maia Filho e
Olindo Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª Região) votaram
com o Sr. Ministro Relator (voto-vista).