REsp
Recurso Especial
Processo nº 1176440
ID do Registro
#69779d592a4f7
201000112143
-
NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO
2013-10-04
-
2013-09-17
Não categorizado
Ementa
RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. EMBARGOS DE TERCEIRO
OPOSTOS PELA ESPOSA DO ACIONADO. CABIMENTO DA JUNTADA DE
DOCUMENTOS
NOVOS EM FASE DE APELAÇÃO, DESDE QUE OBSERVADO O CONTRADITÓRIO.
POSSIBILIDADE DE INCIDÊNCIA DA CONSTRIÇÃO PATRIMONIAL SOBRE BENS
ADQUIRIDOS EM DATA ANTERIOR À SUPOSTA CONDUTA ÍMPROBA EM MONTANTE
SUFICIENTE PARA O RESSARCIMENTO INTEGRAL DO AVENTADO DANO AO
ERÁRIO.
PRECEDENTES DESTA CORTE. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO.
1. A juntada de documentos, em fase de apelação, que não se
enquadram naqueles indispensáveis à propositura da ação e
apresentam
cunho exclusivamente probatório, com o nítido caráter de esclarecer
os eventos narrados, é admitida, desde que garantido o
contraditório
e ausente qualquer indício de má-fé, sob pena de se sacrificar a
apuração dos fatos sem uma razão ponderável.
2. É pacífica no Superior Tribunal de Justiça a orientação de que
a medida constritiva deve recair sobre o patrimônio dos réus em
ação
de improbidade administrativa, de modo suficiente a garantir o
integral ressarcimento de eventual prejuízo ao erário, levando-se
em
consideração, ainda, o valor de possível multa civil como sanção
autônoma (REsp. 1.347.947/MG, Rel. Min. ELIANA CALMON, DJe
28.08.2013).
3. A indisponibilidade acautelatória prevista na Lei de
Improbidade Administrativa tem como finalidade a reparação integral
dos danos que porventura tenham sido causados ao erário; trata-se
de
medida preparatória da responsabilidade patrimonial, representando,
em essência, a afetação de todos os bens necessários ao
ressarcimento, podendo, por tal razão, atingir quaisquer bens ainda
que adquiridos anteriormente ao suposto ato de improbidade.
Precedentes.
4. Recurso Especial desprovido.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
PRIMEIRA Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos
votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, negar
provimento ao recurso especial, nos termos do voto do Sr. Ministro
Relator.
Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Ari Pargendler
e Arnaldo Esteves Lima votaram com o Sr. Ministro Relator.