EAARESP
Processo Sem Classe
Processo nº 34403
ID do Registro
#69779d5927950
201101875081
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MARCO BUZZI
2013-09-17
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2013-06-06
Não categorizado
Ementa
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL - EXISTÊNCIA DE
OBSCURIDADE NO DECISUM HOSTILIZADO - ACLARATÓRIOS PARCIALMENTE
ACOLHIDOS, SEM EFEITOS INFRINGENTES - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - DÉBITO
EM
CONTA CORRENTE - ACÓRDÃO DESTE ÓRGÃO FRACIONÁRIO QUE NEGOU
PROVIMENTO AO AGRAVO REGIMENTAL E MANTEVE HÍGIDA A DECISÃO
MONOCRÁTICA QUE NEGOU PROVIMENTO AO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
INSURGÊNCIA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA.
1. Acórdão hostilizado que enfrentou, de modo fundamentado, os
aspectos essenciais à resolução da lide, mormente acerca da
legitimidade ativa do Ministério Público para a propositura de ação
civil pública, pois a demanda foi proposta com base nos "interesses
individuais homogêneos" dos consumidores/usuários de serviço
bancário, tutelados pela Lei nº 8.078, em seu art. 81, parágrafo
único, inciso III, sendo a defesa dos consumidores uma das
finalidades primordiais do Ministério Público, nos termos dos arts.
127 da CF e 21 da Lei 7.327/85. Precedentes.
2. Incidência do enunciado da súmula 211/STJ ante a ausência de
prequestionamento ao artigo 1º da Lei nº 10.820/2003. A tese
jurídica em torno do mencionado dispositivo legal somente foi
invocada quando do recurso especial, constituindo verdadeira
inovação recursal. Precedentes.
3. Corte local que limitou os descontos de mútuo em conta corrente,
aplicando, analogicamente, o entendimento para empréstimos
consignados em folha de pagamento. Esclarecimento quanto ao
entendimento firmando no âmbito do STJ. Manutenção da limitação no
percentual de 30% em observância ao princípio da vedação ao non
reformatio in pejus
4. Embargos de declaração parcialmente acolhidos, sem efeitos
infringentes.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, por unanimidade, acolher parcialmente os embargos de
declaração, sem efeitos infringentes, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Luis Felipe Salomão, Raul Araújo Filho, Maria
Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro
Relator.