AIRESP
Processo Sem Classe
Processo nº 1584287
ID do Registro
#69779d58db0c6
201600345460
-
ASSUSETE MAGALHÃES
2018-05-21
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2018-05-15
Não categorizado
Ementa
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 284/STF
E 7/STJ. RAZÕES DO AGRAVO QUE NÃO IMPUGNAM, ESPECIFICAMENTE, A
DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 182/STJ. PRESCRIÇÃO. QUESTÃO ANTERIORMENTE
DECIDIDA, NO CURSO DA AÇÃO. PRECLUSÃO. AÇÃO AJUIZADA DENTRO DO PRAZO
PRESCRICIONAL. ARTS. 23, II, DA LEI 8.429/92 E 142, I, § 1º, DA LEI
8.112/90. AGRAVO INTERNO PARCIALMENTE CONHECIDO, E, NESSA EXTENSÃO,
IMPROVIDO.
I. Agravo interno aviado contra decisão monocrática publicada em
15/12/2017, que, por sua vez, julgara recurso interposto contra
decisum publicado na vigência do CPC/73.
II. No acórdão objeto do Recurso Especial, o Tribunal de origem
julgou parcialmente procedente o pedido, em Ação Civil Pública
ajuizada pelo Ministério Público Federal, na qual postula a
condenação do ora agravante, Delegado da Polícia Federal, e outros,
pela prática de ato de improbidade administrativa, consubstanciado
na indevida permissão de uso de armas da Academia Nacional de
Polícia - ANP por academia de segurança privada, de propriedade da
corré.
III. Interposto Agravo interno com razões que não impugnam,
especificamente, os fundamentos da decisão agravada - mormente nos
pontos relativos à incidência da Súmula 284/STF, quanto à alegada
ofensa aos arts. 131, 165, 458 e 535, I e II, do CPC/73, e da Súmula
7/STJ, quanto à configuração do ato de improbidade administrativa -,
não prospera o inconformismo, no particular, em face da Súmula 182
desta Corte.
IV. Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,
"as matérias de ordem pública, tais como prescrição e decadência,
podem ser apreciadas a qualquer tempo nas instâncias ordinárias.
Todavia, existindo decisão anterior, opera-se a preclusão
consumativa se não houver impugnação no momento processual oportuno"
(STJ, AgInt no REsp 1.447.224/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS
CUEVA, TERCEIRA TURMA, DJe de 26/02/2018).
V. Ainda que assim não fosse, no caso, os fatos tornaram-se
conhecidos da Administração em agosto de 2002. Já a presente Ação
Civil Pública foi ajuizada em 19/12/2006, dentro do prazo
prescricional previsto nos arts. 23, II, da Lei 8.429/92 e 142, I, §
1º, da Lei 8.112/90.
VI. Agravo interno parcialmente conhecido, e, nessa extensão,
improvido.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior
Tribunal de Justiça, por unanimidade, conhecer em parte do agravo
interno e, nessa parte, negar-lhe provimento, nos termos do voto da
Sra. Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros Francisco Falcão (Presidente), Herman Benjamin, Og
Fernandes e Mauro Campbell Marques votaram com a Sra. Ministra
Relatora.