AGARESP
Processo Sem Classe
Processo nº 513145
ID do Registro
#69779d58aa7b9
201401076293
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MAURO CAMPBELL MARQUES
2014-08-05
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2014-06-18
Não categorizado
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. ICMS. SUPOSTA OFENSA AO ART. 142 DO CTN. AUSÊNCIA
DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ. ALEGADA AFRONTA À LEGISLAÇÃO
ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA 280/STF. TARE. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. DISCUSSÃO ACERCA DA CONFIGURAÇÃO
DO DANO. QUESTÃO ATRELADA AO REEXAME DE MATÉRIA DE FATO. ÓBICE DA
SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da
oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo tribunal
a quo (Súmula 211/STJ).
2. Por ofensa a direito local não cabe recurso especial (Súmula
280/STF, por analogia).
3. A pendência de julgamento de ADPF perante o STF não inviabiliza o
julgamento da matéria no STJ.
4. O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 576.155/DF (Tribunal
Pleno, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 25.11.2010), no regime
dos arts. 543-A e 543-B do CPC (repercussão geral), pacificou
entendimento no sentido de que "o Parquet tem legitimidade para
propor ação civil pública com o objetivo de anular Termo de Acordo
de Regime Especial - TARE, em face da legitimação ad causam que o
texto constitucional lhe confere para defender o erário", não se
aplicando "à hipótese o parágrafo único do artigo 1º da Lei
7.347/1985".
5. O reexame de matéria de prova é inviável em sede de recurso
especial (Súmula 7/STJ).
6. Agravo regimental não provido.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos esses autos em que são partes as
acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas
taquigráficas, o seguinte resultado de julgamento: "A Turma, por
unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do
voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)."
A Sra. Ministra Assusete Magalhães, os Srs. Ministros Humberto
Martins, Herman Benjamin e Og Fernandes votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.