AIRESP
Processo Sem Classe
Processo nº 1441945
ID do Registro
#69779d58a0382
201400562520
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NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO
2019-06-05
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2019-06-03
Não categorizado
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA VISANDO A CESSAÇÃO DA EXPLORAÇÃO DE
BINGO OU DE ATIVIDADE CORRELATA, BEM COMO A CONDENAÇÃO PELOS DANOS
MORAIS. ACÓRDÃO RECORRIDO QUE ENTENDEU NÃO CONFIGURADOS OS DANOS
MORAIS COLETIVOS. JULGADO CUJA REVISÃO DEMANDA O REEXAME
FÁTICO-PROBATÓRIO, INVIÁVEL, A PRINCÍPIO, NESTA SEARA RECURSAL.
AGRAVO INTERNO DO PRESENTANTE MINISTERIAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Nos termos do que decidido pelo Plenário do STJ, aos recursos
interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a decisões
publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os requisitos
de admissibilidade na forma nele prevista, com as interpretações
dadas até então pela jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça
(Enunciado Administrativo 2).
2. Foi à luz dos fatos e provas da causa que o Tribunal consignou a
ausência de demonstração de efetiva ofensa à coletividade (fls.
776), a afastar a pretendida condenação ao pagamento de indenização
por danos morais coletivos.
3. Ora, entendimento diverso, conforme pretendido, implicaria o
reexame do contexto fático-probatório do autos, circunstância que
redundaria na formação de novo juízo acerca dos fatos e provas, e
não de valoração dos critérios jurídicos concernentes à utilização
da prova e à formação da convicção, o que inviabiliza o seguimento
do Recurso Especial. Julgados: AgInt no REsp. 1.689.699/SP, Rel.
Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe 15.4.2019; AgInt no AREsp.
601.414/SP, Rel. Min. ASSUSETE MAGALHÃES, DJe 13.12.2016.
4. Agravo Interno do Presentante Ministerial a que se nega
provimento.
Decisão Completa
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Primeira Turma do Superior Tribunal de
Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do
voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena
Costa e Gurgel de Faria votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu
o julgamento o Sr. Ministro Gurgel de Faria.