AINTARESP
Processo Sem Classe
Processo nº 616160
ID do Registro
#69779d589d455
201403085964
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MARCO AURÉLIO BELLIZZE
2019-05-24
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2019-05-20
Não categorizado
Ementa
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE
SENTENÇA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PLANO VERÃO. 1. SUSPENSÃO DO PROCESSO.
DESCABIMENTO. 2. AÇÃO COLETIVA AJUIZADA PELO IDEC E FAVORÁVEL A
TODOS OS POUPADORES, SEM LIMITAÇÃO TERRITORIAL. LEGITIMIDADE ATIVA.
3. LEGITIMIDADE PASSIVA DO HSBC. SUCESSÃO DO BANCO BAMERINDUS.
NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS E DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS.
SÚMULAS 5 E 7/STJ. 4. AGRAVO IMPROVIDO.
1. Não cabe a requerida suspensão do presente feito determinada no
RE 632.212/SP, diante da nova orientação do STF.
2. A jurisprudência da Segunda Seção, no julgamento dos REsps n.
1.243.887/PR e 1.391.198/RS, relatados pelo Ministro Luis Felipe
Salomão e submetidos à sistemática dos recursos repetitivos (art.
543-C do CPC/1973), consolidou o entendimento de que a sentença
proferida na ação civil pública, a qual condenou determinado banco
ao pagamento de diferenças decorrentes de expurgos inflacionários
sobre cadernetas de poupança, é aplicável, por força da coisa
julgada, indistintamente a todos os detentores de caderneta de
poupança daquela instituição financeira, independentemente de sua
residência ou domicílio no órgão prolator, consignou, também, que os
poupadores ou seus sucessores detêm legitimidade ativa -
independentemente de fazerem parte ou não dos quadros associativos,
no caso, do IDEC - de ajuizarem o cumprimento individual daquela
sentença coletiva no órgão prolator ou em foro diverso deste.
3. O Tribunal de origem, com base no conjunto fático-probatório e na
análise das cláusulas contratuais, concluiu pela legitimidade
passiva do HSBC, por ser sucessor do Banco Bamerindus. Rever tal
conclusão esbarra nos óbices das Súmulas 5 e 7 desta Corte.
4. Agravo interno a que se nega provimento.
Decisão Completa
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de
Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do
voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Paulo de Tarso Sanseverino,
Ricardo Villas Bôas Cueva e Moura Ribeiro votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Moura Ribeiro.