AIRESP
Processo Sem Classe
Processo nº 1537057
ID do Registro
#69779d589be7b
201501316393
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BENEDITO GONÇALVES
2019-05-20
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2019-04-09
Não categorizado
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
DISPENSA INDEVIDA DE LICITAÇÃO. DANO IN RE IPSA.
CONFIGURAÇÃO. PRECEDENTES.
1. O Superior Tribunal de Justiça tem entendimento consolidado
segundo o qual a dispensa indevida de licitação configura dano in re
ipsa, permitindo a configuração do ato de improbidade que causa
prejuízo ao erário. Precedentes: AgInt no REsp 1.604.421/MG, Rel.
Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 26/6/2018, DJe
2/8/2018; AgInt no REsp 1.584.362/PB, Rel. Ministro Francisco
Falcão, Segunda Turma, julgado em 19/6/2018, DJe 22/6/2018; AgInt
nos EREsp 1.512.393/SP, Rel. Ministra Regina Helena Costa, Primeira
Seção, DJe 17/12/2018.
2. In casu, o Tribunal de origem concluiu que "dúvida não há de que
a Lei 8.666/93 restou contrariada. Contudo, há que perquirir acerca
da existência de ato ímprobo em tal conduta. Compulsando os autos,
visualizo indícios veementes de que o procedimento licitatório foi
forjado, inclusive, com erros grosseiros que saltam aos olhos.(...)
As provas carreadas aos autos demonstram que os demandados
contribuíram para fraudar licitação de aquisição de material para
execução das obras objetos do Contrato de Repasse n. 2640.
0125308-45/2001 (SIAFI 437253) e do Convênio n. 3.380/2001, que
visou fim proibido em lei, o que insofismavelmente acarretou a
aplicação indevida dos recursos federais" (fls. 2.293 e 2.305).
3. Agravo interno não provido.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Primeira Turma do Superior
Tribunal de Justiça, por maioria, vencido o Sr. Ministro Napoleão
Nunes Maia Filho, negar provimento ao agravo interno de Jorge Luiz
Costa de Oliveira, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os
Srs. Ministros Sérgio Kukina, Regina Helena Costa (Presidente) e
Gurgel de Faria votaram com o Sr. Ministro Relator.