AIRESP
Processo Sem Classe
Processo nº 1559632
ID do Registro
#69779d589386c
201502471058
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NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO
2019-04-03
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2019-03-25
Não categorizado
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AMBIENTAL. INDENIZAÇÃO PECUNIÁRIA. VALOR DE
R$ 10.000,00 QUE NÃO SE AFIGURA IRRISÓRIO. O ACÓRDÃO RECORRIDO
CONCLUIU PELA INEXISTÊNCIA DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS A INDICAR A
NECESSIDADE DE FIXAÇÃO DE QUANTIA MAIOR. IMPOSSIBILIDADE DE INVERSÃO
DE SUAS CONCLUSÕES SEM REEXAME DOS FATOS E PROVAS DA CAUSA. AGRAVO
INTERNO DO PRESENTANTE MINISTERIAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/1973 (relativos a
decisões publicadas até 17 de março de 2016) devem ser exigidos os
requisitos de admissibilidade na forma nele prevista, com as
interpretações dadas até então pela jurisprudência do Superior
Tribunal de Justiça (Enunciado Administrativo 2).
2. A pretendida majoração da indenização por dano moral exigiria o
reexame do conjunto fático-probatório, impossível nesta instância.
Isso porque foi à luz dos fatos e provas da causa que o Tribunal
fixou o valor de R$ 10.000,00, consignando inclusive a inexistência
de critérios objetivos e compatíveis com as provas dos autos para a
majoração pleiteada.
3. Assim, a revisão do valor a ser indenizado somente é possível
quando exorbitante ou irrisória a importância arbitrada, em violação
dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, o que não se
observa diante da quantia estabelecida pela Corte de origem em R$
10.000,00. Nesse contexto, a inversão do julgado na forma pretendida
demandaria a incursão no acervo fático-probatório da causa, o que
encontra óbice na Súmula 7 do STJ.
4. Agravo Interno do PRESENTANTE MINISTERIAL a que se nega
provimento.
Decisão Completa
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Primeira Turma do Superior Tribunal de
Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do
voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena
Costa e Gurgel de Faria votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu
o julgamento a Sra. Ministra Regina Helena Costa.