AINTARESP
Processo Sem Classe
Processo nº 1520296
ID do Registro
#69779d585d68c
201901659592
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NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO
2020-03-03
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2020-02-17
Não categorizado
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E AMBIENTAL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. CUMULAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER E DE
INDENIZAR. POSSIBILIDADE, EM TESE. NECESSIDADE DE AFERIÇÃO EM CADA
CASO CONCRETO, CONSOANTE O ENTENDIMENTO DESTA CORTE SUPERIOR. O
ACÓRDÃO RECORRIDO CONCLUIU PELA DESNECESSIDADE DE INDENIZAÇÃO,
BASTANDO A RECOMPOSIÇÃO DO MEIO AMBIENTE IN NATURA. INVERSÃO DO
JULGADO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INVIABILIDADE.
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. AUSÊNCIA DE COTEJO
ANALÍTICO. AGRAVO INTERNO DO PRESENTANTE MINISTERIAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. Concluir pela necessidade do arbitramento de indenização,
afastada pelo Tribunal de origem, demandaria o reexame do conjunto
fático-probatório, inviável nesta instância.
2. Conquanto sejam, em tese, cumuláveis as condenações de
restaurar o meio ambiente (obrigação de fazer) e indenizar pelos
danos (obrigação de pagar), a necessidade concreta de sua aplicação
deve ser decidida em em cada caso concreto, diante de suas
circunstâncias fáticas. Julgados: AgInt no REsp. 1.565.622/RS, Rel.
Min. NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, DJe 3.4.2019; AgInt no REsp.
1.538.727/SC, Rel. Min. REGINA HELENA COSTA, DJe 14.8.2018; e AgInt
no AREsp. 584.736/RS, Rel. Min. ASSUSETE MAGALHÃES, DJe 28.9.2016.
3. O sugerido dissídio jurisprudencial não foi analiticamente
demonstrado. Os paradigmas foram apresentados apenas por suas
ementas, sem que fosse feito o indispensável cotejo dos fatos, com a
conclusão de discrepância, fato que impede o conhecimento do
recurso pela alínea c do permissivo constitucional (art. 1.029, §
1o. do Código Fux).
4. Agravo Interno do Presentante Ministerial a que se nega
provimento.
Decisão Completa
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Primeira Turma do Superior Tribunal de
Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do
voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Benedito Gonçalves, Sérgio Kukina, Regina Helena
Costa e Gurgel de Faria votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu
o julgamento o Sr. Ministro Gurgel de Faria.