AIEARESP
Processo Sem Classe
Processo nº 987554
ID do Registro
#69779d5854e03
201602500868
-
MAURO CAMPBELL MARQUES
2020-04-17
-
2020-04-07
Não categorizado
Ementa
PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM AGRAVO
EM RECURSO ESPECIAL. ENUNCIADO ADMINISTRATIVO 3/STJ. AÇÃO CIVIL
PÚBLICA. DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. LEGITIMIDADE ATIVA DA
DEFENSORIA PÚBLICA. REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO
UNIFORMIZADOR. SIMILITUDE FÁTICA E JURÍDICA ENTRE OS ARESTOS
CONFRONTADOS NÃO DEMONSTRADA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DA TESE
APONTADA COMO DIVERGENTE. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.
1. No âmbito dos embargos de divergência, é indispensável haver
identidade ou similitude fática e jurídica entre o acórdão embargado
e o aresto paradigma, cabendo ao embargante demonstrar que houve
interpretação divergente acerca de situações semelhantes por meio de
cotejo analítico entre os julgados confrontados, nos termos dos
arts. 1.043, § 4º, do CPC/2015 e 266, § 4º, do RISTJ.
2. No caso examinado, não há falar em similitude fática e jurídica
entre o acórdão embargado e os julgados apontados como paradigmas, o
que impede o conhecimento dos embargos de divergência. Sobre o tema,
os seguintes julgados: AgInt nos EAREsp 139.597/RJ, Rel. Ministro
FELIX FISCHER, CORTE ESPECIAL, julgado em 26/03/2019, DJe
02/04/2019; AgInt nos EAREsp 752.850/DF, Rel. Ministra NANCY
ANDRIGHI, CORTE ESPECIAL, julgado em 12/02/2019, DJe 22/02/2019;
AgInt nos EREsp 1346662/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, CORTE
ESPECIAL, julgado em 01/02/2019, DJe 07/03/2019.
3. Além disso, não houve a análise pelo aresto embargado da tese
defendida nos embargos de divergência, o que afasta o necessário
prequestionamento da questão a ser enfrentada no âmbito do recurso
uniformizador.
4. Agravo interno não provido.
Decisão Completa
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de
Justiça, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do
voto do Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Felix Fischer, Francisco Falcão, Nancy Andrighi,
Laurita Vaz, Humberto Martins, Maria Thereza de Assis Moura, Herman
Benjamin, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi, Og Fernandes, Luis
Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Raul Araújo votaram com o Sr.
Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio
de Noronha.