REsp
Recurso Especial
Processo nº 1635457
ID do Registro
#69779d583c377
201503281160
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HERMAN BENJAMIN
2020-08-26
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2016-12-06
Não categorizado
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO.
SÚMULA 282/STF. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AMBIENTAL. PARCELAMENTO
IRREGULAR DO SOLO URBANO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. REGIME
JURÍDICO DE IMPUTAÇÃO OBJETIVA, SOLIDÁRIA E ILIMITADA, MAS DE
EXECUÇÃO SUBSIDIÁRIA. REVISÃO DOS REQUISITOS DA RESPONSABILIDADE
CIVIL. NEXO DE CAUSALIDADE. NECESSIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA
FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA 7/STJ.
1. Não foi apreciada pelo acórdão recorrido a alegada ofensa ao
art. 267, VI, do CPC/1973. Dessa forma, não se observou o requisito
do prequestionamento quanto a esse ponto, em que incide, por
analogia, o óbice da Súmula 282/STF.
2. Nos termos do art. 942, in fine, do Código Civil, o Município
também responde pelo dano ambiental-urbanístico causado por
particular que procede a parcelamento irregular do solo contando
com
a inércia ou descaso estatal. Trata-se de responsabilidade civil
objetiva, solidária e ilimitada, mas de execução subsidiária
(posição de devedor-reserva, com "ordem ou benefício de
preferência", o que não é o mesmo que "benefício-divisão"), vedada,
assim, a sua convocação per saltum, pois do contrário se premiaria
o
coobrigado privado, beneficiário direto da ilegalidade.
3. A revisão dos requisitos ensejadores da responsabilidade civil
do
Estado, na hipótese dos autos, demanda reexame do acervo
fático-probatório coligido, o que é inviável em Recurso Especial,
nos termos da Súmula 7/STJ.
4. Recurso Especial não conhecido.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior
Tribunal de Justiça: ""A Turma, por unanimidade, não conheceu do
recurso, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." Os
Srs. Ministros Og Fernandes, Mauro Campbell Marques, Assusete
Magalhães (Presidente) e Francisco Falcão votaram com o Sr. Ministro
Relator."