AREsp
Agravo em Recurso Especial
Processo nº 2097260
ID do Registro
#69779d5795842
202200892992
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FRANCISCO FALCÃO
2023-03-10
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2023-03-07
Não categorizado
Ementa
ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL. ENTIDADE DE APOIO A ADOLESCENTE.
AGRESSÕES. DANO MORAL DIFUSO. LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO.
REDUÇÃO DO VALOR INDENIZATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ.
I - Ministério Público do Estado de São Paulo ajuizou ação civil
pública contra instituição de atendimento a adolescente objetivando,
em síntese, a condenação em pagamento de dano moral difuso, em
razão de agressões sofridas pelos internados, que teriam sido
praticadas por funcionários da ré.
II - A ação foi julgada procedente, com a condenação da ré ao
pagamento indenizatório no valor de 500 salários-mínimos, a ser
recolhido ao Fundo Gerido pelo Conselho Municipal dos Direitos da
Criança e do Adolescente de Ribeirão Preto, decisão mantida, em grau
recursal, pelo Tribunal de Justiça Estadual a quo.
III - O Ministério Público é legítimo para a propositura de ação
civil tal como a dos autos, na qual se tem por objetivo a defesa de
direitos individuais homogêneos, ainda que disponíveis e divisíveis,
desde que haja relevância social objetiva do bem jurídico tutelado,
in casu, a dignidade da pessoa humana. Precedentes: AgInt no AREsp
n. 1.688.809/SP, relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda
Turma, DJe de 28/4/2021, AgInt no REsp n. 1.707.597/ES, relator
Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 1/7/2021.
IV - O STJ somente revisa valores indenizatórios fixados pela
instância ordinária em situações bastante excepcionais, nos casos
em que se apresentem evidentemente irrisórios ou exorbitantes, em
razão do óbice da Súmula n. 7/STJ.
V - Na hipótese, a incidência do referido óbice é de rigor.
VI - Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso
especial, negando-lhe provimento.
Decisão Completa
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Segunda Turma do Superior
Tribunal de Justiça, por unanimidade, conhecer do agravo para
conhecer em parte do recurso especial e, nessa parte, negar-lhe
provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro-Relator." Os Srs.
Ministros Mauro Campbell Marques, Humberto Martins, Herman Benjamin
e Assusete Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator