AINTARESP
Processo Sem Classe
Processo nº 2602061
ID do Registro
#69779d576dc2d
202400999588
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JOÃO OTÁVIO DE NORONHA
2024-10-09
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2024-10-07
Não categorizado
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
RECONSIDERAÇÃO DE DECISÃO DA PRESIDÊNCIA. AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. LEGITIMIDADE ATIVA
DO MINISTÉRIO PÚBLICO. PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR. DIREITOS INDIVIDUAIS
HOMOGÊNEOS DISPONÍVEIS E DIVISÍVEIS. SÚMULA N. 83 DO STJ.
VULNERABILIDADE DAS PESSOAS LESADAS. AFASTAMENTO. IMPOSSIBILIDADE.
LEGITIMIDADE PASSIVA DA PARTE RECORRENTE. RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA. CADEIA DE CONSUMO. REEXAME DE PROVAS E FATOS. SÚMULA N.
7 DO STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
1. Inexiste ofensa ao art. 1.022 do CPC quando a corte de origem
examina e decide, de modo claro e objetivo, as questões que
delimitam a controvérsia, não ocorrendo nenhum vício que possa
nulificar o acórdão recorrido.
2. O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil
pública em defesa de direitos individuais homogêneos, mesmo que
sejam disponíveis e divisíveis, quando houver relevância social do
bem jurídico protegido.
3. Rever o entendimento do tribunal de origem de que os clientes
vitimados são vulneráveis por serem analfabetos e idosos, o que
configuraria interesse público e relevância social, demanda o
reexame do acervo fático-probatório dos autos, o que é vedado em
recurso especial, ante a incidência do óbice da Súmula n. 7 do STJ.
4. Todos os integrantes da cadeia de consumo respondem, de forma
solidária, pelos danos causados ao consumidor.
5. "Não se conhece do recurso especial pela divergência, quando a
orientação do Tribunal se firmou no mesmo sentido da decisão
recorrida" (Súmula n. 83 do STJ).
6. Rever o entendimento do tribunal local sobre o reconhecimento da
legitimidade passiva da parte recorrente e de seu papel na cadeia de
consumo demanda revolvimento das provas e fatos dos autos, o que
atrai a aplicação da Súmula n. 7 do STJ.
7. Agravo interno desprovido.
Decisão Completa
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 01/10/2024 a 07/10/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Raul Araújo, Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos
Ferreira e Marco Buzzi votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.